quinta-feira, 5 de junho de 2014

Alexandre - trabalahndo função manual esquerda






Alexandre trabalhando e brincando com o
 Jenga.






Foi bastante divertido a sessão hoje. Trabalhamos vários aspectos com essa atividade: atenção, raciocínio, lógica, coordenação motora, estimulamos bastante a função motora da mão esquerda, a qual apresenta uma pequena redução de mobilidade, devido a uma anoxia. Paciente super dedicado. Nos divertimos bastante.























sábado, 24 de maio de 2014

Nauriá... um doce de mulher.


              Paciente com sequela de AVCI. Apresenta uma pequena perda da função motora da mão esquerda. Contudo é uma paciente muito dedicada e super animada durante as sessões. Para essa atividade, tem por objetivo principal trabalhar a função manual, então propus que ela criasse um local, onde gostaria de estar. Então essa foi sua criação: uma mine fazenda.
         Grandes histórias de vida, esse docinho de pessoa tem compartilhado comigo. Um amorzinho!!! 

Rafael


Todos os dias, é um novo desafio. É uma nova barreira a ser ultrapassada. Esse lindo garotinho, tem sido um grande desafio pra minha pessoa, como profissional. Depois de várias sessões, tentando estabelecer um vínculo, tentando realizar alguma atividade proposta, eis que esse dia chegou!!!!!

Conseguimos um grande avanço hoje! Rafael realizou sua primeira atividade, com início, meio e fim. Parabéns Rafael!!!! Estamos muito felizes!!!











Rauã


 Além de trabalhar os aspectos cognitivos, trabalhamos também coordenação motora fina, criatividades, dentre outras. 
No fim do atendimento, o paciente me disse: "Tia, tira foto e coloca para o mundo inteiro ver as caretas que eu fiz!" 
Rauã, pedido feito, pedido atendido.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

As 10 coisas que toda criança com autismo gostaria que você soubesse

Terapia ocupacional no autismo - qual a finalidade?



          A terapia ocupacional é uma importante técnica que visa intervir no cotidiano das pessoas de maneira que as capacidades motoras, cognitivas e perceptivas possam ser estimuladas. Essa técnica é uma importante aliada no tratamento de pessoas com autismo em especial pela sua capacidade de recondicionamento social e desenvolvimento da autonomia pessoal. 
O desenvolvimento de um programa que esteja de acordo com as limitações impostas por um quadro de autismo é fundamental para que os resultados sejam alcançados e o indivíduo fique cada vez mais próximo da sua autonomia pessoal. Em geral esses programas utilizam três abordagens distintas:  

Motora – esse programa visa o desenvolvimento das atividades motoras do indivíduo, as pessoas autistas em geral possuem dificuldades de perceber o corpo como uma extensão do pensamento. Essa fragmentação ante as funcionalidades do corpo pode ser trabalhada através de inúmeras atividades lúdicas que estimulem essa integração do corpo com a mente. 

Perceptiva – a fragmentação sensorial pode atingir também os cinco sentidos (visão, audição, paladar, tato e olfato), criar terapias que estimulem essas percepções sensoriais é uma importante maneira de tornar o autista mais proativo nas interações com o ambiente que o cerca e as pessoas de modo geral. 

Cognitiva – a integração das áreas motora e perceptiva é fundamental para o fortalecimento do processo cognitivo, isto é, o processo de aprendizado permanente que auxilie o indivíduo a lidar com situações com base nas suas experiências anteriores assim como nós. Vale ressaltar que o trabalho com foco na área cognitiva é importante principalmente nos processos de interação social, pois em geral o intelecto dos autistas é acima da média. 

           A terapia ocupacional é uma importante maneira de incentivar o autista a fazer parte da sociedade, através dessas terapias é possível desenvolver a capacidade investigativa e a curiosidade em assuntos variados. Essa sede de conhecimento invariavelmente acaba por levar a pessoa a desenvolver laços sociais que são importantes para a pessoa situar-se dentro do seu círculo de convívio. A integração de pais e educadores é fundamental nesse processo, bem como o prognóstico precoce de um quadro de autismo.(https://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/52189/terapia-ocupacional-no-autismo-qual-a-finalidade)


Como a T.O. se aplica ao autismo?


             


                 A terapia ocupacional pode beneficiar a pessoa autista, atendendo e desenvolvendo a qualidade de vida da pessoa como indivíduo. O objetivo é introduzir, desenvolver e manter habilidades que permitam o indivíduo participar o mais independente possível nas atividades diárias tão significativas. Desenvolver o aprendizado com as habilidades motora fina, habilidades de interação, habilidades de auto-cuidado e a socialização são os pontos alvos que devem ser atingidos. 
                    Com os métodos da terapia ocupacional, a pessoa com autismo pode ser ajudada tanto em casa quanto na escola, ensinando-o atividades como se vestir, se alimentar, ir ao banheiro adequadamente, arrumar-se ou enfeitar-se adequadamente. E ainda desenvolver a coordenação motora fina e a coordenação visual  necessária pra se aprender a ler e fazer atividades manuais, a coordenação motora grossa para habilitar o indivíduo a andar de bicicleta ou até mesmo andar adequadamente, e as habilidades de percepção visual necessária para a escrita. 
                 A terapia ocupacional faz parte de um esforço colaborativo de médicos e educadores, assim como dos pais e outros membros familiares. Com esse tipo de tratamento a pessoa com autismo pode se mover adequadamente na vida social com toda desenvoltura necessária nas atividades de vida diária. (https://sites.google.com/site/desvendandooautismo/terapia-ocupacional-no-autismo)

segunda-feira, 25 de março de 2013

A atuação da terapia ocupacional junto ao idoso


O objetivo deste texto é apresentar a Terapia Ocupacional, em sua atuação específica junto ao idoso (área geronto-geriátrica). No mundo atual e globalizado é fundamental que profissões tão importantes como esta sejam amplamente e devidamente (re)conhecidas por todos os profissionais da área da saúde que atuam conscientemente e que assim percebem a necessidade e importância de outras áreas/profissões a fim de tratar holisticamente o indivíduo-paciente. A terapia Ocupacional (TO) tem um papel fundamental no processo de cura junto à pessoas que apresentem disfunções físicas, sensoriais e/ou mentais, bem como dificuldade de adaptação ao meio em decorrência dessas disfunções ou de outros processos que venham a desencadear prejuízos à saúde biopsicossocial do indivíduo e da sociedade em que está circunscrito. O texto a seguir pretende elucidar apenas a atuação específica da Terapia Ocupacional Geronto-Geriátrica, e mesmo dentro dessa especialidade, destacar preferencialmente algumas áreas. Não existe a pretensão de que se encerre o tema ou a forma de atuação nessa área nos parâmetros descritos, sendo imprescindível destacar que a atuação da TO segue diferentes linhas/teorias de atuação, e múltiplas formas de abordagem, tanto quanto as demais profissões da saúde. Portanto quaisquer críticas e divergências serão construtivamente bem vindas se forem orientadas diretamente ao autor desse texto.

O que é Terapia Ocupacional?

A Terapia Ocupacional é caracterizada como a profissão da área de saúde que promove o desenvolvimento, tratamento e a reabilitação de indivíduos ou grupos que necessitem de cuidados físicos, sensoriais, psicológicos e/ou sociais, de modo a ampliar seu desempenho e participação social, através de instrumentos que envolvam a atividade humana em um processo dinâmico relacional entre esta e a pessoa do paciente e a do terapeuta. Para isto o terapeuta ocupacional lançará mão, em diferentes situações, do uso específico de atividades expressivas, lúdicas, artesanais, da vida diária e de auto-manutenção, psicopedagógicas, profissionalizantes, entre outras, previamente analisadas e avaliadas, sob os aspectos anatomo-fisiológicos, cinesiológicos, psicológicos, sociais, culturais e econômicos.
O terapeuta ocupacional, sempre que necessário, trabalha em estreita cooperação com outros profissionais e atua ainda nas áreas de pesquisa científica, educacional e administrativa. Nesta última, dirigindo, supervisionando e orientando serviços próprios em instituições públicas ou privadas, educacionais e assistenciais.
As qualidades curativas do trabalho, dos exercícios e dos jogos, expedientes comuns à Terapia Ocupacional, são reconhecidas e utilizadas há milhares de anos. Os povos antigos interrelacionavam essas três atividades para o tratamento do corpo e da alma.
No século XX a Terapia Ocupacional se estruturou como profissão, inicialmente voltada para tratar/reabilitar os indivíduos que se tornaram incapacitados física e mentalmente, durante as guerras mundiais. O curso de graduação em Terapia Ocupacional foi reconhecido em 1969 e a profissão oficializada em 1971.

Objetivos da Terapia Ocupacional

Promover e manter a saúde, restaurar e/ou reforçar capacidades funcionais, facilitar a aprendizagem de funções essenciais e desenvolver habilidades adaptativas visando auxiliar o indivíduo a atingir o grau máximo possível de autonomia no ambiente social, doméstico, de trabalho e de lazer, tornando-o produtivo na vida de relação.

Metodologia de Trabalho

A prática Terapêutica Ocupacional compõe-se em:
- Realizar entrevista e anamnese junto ao paciente, e se necessário junto à família;
- avaliar o paciente na disfunção específica, levando-se em consideração a queixa principal que o paciente traz, correlacionando-a à totalidade de suas relações com o mundo;
- estabelecer os objetivos terapêuticos, se possível conjuntamente com o paciente e/ou família, destacando e ordenando as prioridades, idealizando assim um cronograma a fim de gerar um parâmetro temporal de possibilidades realísticas;
- selecionar e aplicar métodos, técnicas e recursos apropriados ao tratamento, e adequados à realidade sócio-econômica e cultural do paciente;
- criar, estimular e desenvolver condição e/ou situações que favoreçam o desencadeamento do processo terapêutico. Em terapia ocupacional, esse processo se dá, essencialmente, através da inter-relação do paciente com o terapeuta, a atividade e/ou grupo, sendo que nessa dinâmica, assume papel fundamental a pessoa do terapeuta, como um dos elementos facilitadores e integradores do processo;
- desenvolver e avaliar sistematicamente o programa estabelecido, tendo sempre como valor e referência básica para seu trabalho o respeito à condição humana daquele que está sob seus cuidados (bioética);
- avaliação do momento ideal para que o paciente possa receber alta.

Atuação da Terapia Ocupacional Geronto-Geriátrica

De um modo geral, é função do Terapeuta Ocupacional restabelecer as perdas físicas, mentais e sociais, que causam desajuste no idoso.
Na atuação com o idoso, a terapia Ocupacional age como um facilitador que capacita o mesmo a fazer o melhor uso possível das capacidades remanescentes, a tomar suas próprias decisões e lhe assegurar uma conscientização de alternativas realísticas.
Através do estímulo ao auto-conhecimento e ao autocuidado, gerando uma melhoria na auto-estima, o idoso tem condições de lidar com seus potenciais e a partir daí construir uma maneira própria de se relacionar com o meio social, atuando nele mais autonomamente. Basicamente, procura-se que o idoso tenha um desempenho mais independente possível, enfatizando as áreas de auto-cuidado, do trabalho remunerado ou não, do lazer, da manutenção de seus direitos e papéis sociais.
A atividade é um meio através do qual se vivencia significado existencial através da expressão de valores, da auto-responsabilidade, da (re)descoberta de competências e habilidades, do compromisso, e de sistematicidade, podendo envolver ainda convívio social pautado por bem-estar.
A Terapia Ocupacional utiliza instrumentos de avaliação funcional, das estruturas mentais, emocionais e sociais, e avalia principalmente o desempenho das Atividades da Vida Diária, pois são os principais indicadores da autonomia do idoso.
A avaliação do idoso em terapia ocupacional é determinada pela estimativa de sua força e debilidade, pelo reconhecimento de potencialidades remanescentes e de possibilidades reais de desempenho das atividades cotidianas. Para tanto deve-se analisar o que o paciente fazia antes de sua enfermidade e/ou estado atual e o impedimento entre ambos. Avalia-se também o estado biológico (força, tônus muscular, amplitude articular, etc.), o estado psicológico (memória, estado de ânimo, capacidade de aprendizagem, etc.), o estado social (incluindo a capacidade dos que o ajudam: familiares, amigos, voluntários) e o ambiente físico (barreiras arquitetônicas e possibilidades ambientais) na perspectiva de segurança do idoso no seu lar. Todos estes fatores devem ser analisados e adaptados para obter-se o máximo aproveitamento das condições, tendo-se em conta as limitações funcionais do paciente.
A capacidade física dos idosos está limitada por alguns fatores fisiológicos: diminuição da potência muscular, fragilidade óssea, artrites e perda da elasticidade do tecido conjuntivo.
Os fatores que afetam o SNC são os que, com maior freqüência, produzem incapacidades no transcurso dos anos. Variações das atividades mentais como a diminuição de atenção, perda progressiva de memória e instabilidade emocional, adicionadas às alterações da atividade neurológica como diminuição dos reflexos e dificuldade em realizar movimentos, além das alterações sensoriais decorrentes do processo do envelhecimento.
Os idosos mostram-se ansiosos quanto à sua segurança, à sua saúde, às relações familiares e cansam-se mais facilmente a medida que a idade aumenta. Não aprendem tão rapidamente nem retém as informações recebidas como as pessoas jovens, portanto em terapia ocupacional os cuidados devem ser direcionados para estas características peculiares dos idosos.

Objetivos gerais da Terapia Ocupacional em Geriatria e Gerontologia

1. Integrar a pessoa em idade avançada à sua própria comunidade, tornando-a o mais independente possível e em contato com pessoas de todas as idades, promovendo relações interpessoais.
2. Incentivar, encorajar e estimular o idoso a continuar fazendo planos, ter ambições e aspirações.
3. Contribuir para o ajustamento psico-emocional do idoso e sua expressão social.
4. Manter o nível de atividade, alterando o ambiente se necessário.
5. Enfatizar os aspectos preventivos do envelhecimento prematuro e de promoção de saúde.
6. Reabilitação do idoso com incapacidade física e/ou mental.
Tais objetivos estão na dependência do estado de saúde do indivíduo, do seu grau de independência nas atividades da vida diária (AVD) e no seu grau de interesse e participação.

Locais de atuação da TO Geronto-Geriátrica

Centros de Convivência, Hospitais-Dia, visando a melhoria na qualidade de vida, através da socialização, organização da rotina, recreação e lazer
Ambulatórios, Hospitais, Centros de Especialidades Médicas, através da prevenção de agravos, decorrentes da não orientação ao paciente idoso e/ou familiares, e a reabilitação física e mental devido à degeneração ocasionada por patologias crônicas.
Atendimentos Domiciliares, desenvolvendo adaptações ambientais (segurança do lar), treinos e orientações específicas para familiares e/ou cuidadores, e serviços especializados para atender à várias patologias (físicas e/ou mentais) que acometem os idosos, como: seqüelas de acidente vascular cerebral, mal de Parkinson, vários tipos de Demências incluindo principalmente, a Doença de Alzheimer, Depressão, Artrite Reumatóide, Doenças Cardiovasculares, Musculares e Respiratórias, entre outras.
Instituições Asilares, Abrigos e Casas de Repouso, realizando uma atenção dirigida para a integração social do idoso institucionalizado, bem como a prevenção de degeneração física, mental e social ocasionada, na maioria das vezes, pôr um longo período de asilamento.

Terapia Ocupacional em Reabilitação Geriátrica

Esta modalidade de TO tem sido comprovada como tratamento da mais alta eficácia em vários hospitais e por diversos autores, que são unânimes em ressaltar não só os benefícios físicos advindos desse tratamento, como também os benefícios terapêuticos no caso de problemas sociais e psicológicos.
O grande objetivo da Terapia Ocupacional em Reabilitação Geriátrica é manter no idoso a vontade de viver, e que o mundo para ele continue povoado de finalidades. Sentindo-se útil e ativo ele escapa ao tédio, à decadência e à marginalização.
Em Reabilitação Geriátrica, não se insiste em metas profissionais. Sob o ponto de vista físico, o importante é o restabelecimento funcional máximo; manter as funções corporais, melhorar as funções dos músculos e articulações com o objetivo de conseguir o máximo de independência física, sobretudo em atividades da vida diária. Preocupação constante quando acamado, como mudanças de posição, tratamento da pele, exercícios físicos, visando sempre ao aspecto preventivo de invalidez permanente.
Observar os princípios que são específicos nos casos de incapacidade física como, idealizar e adaptar os equipamento auxiliares para o idoso, como por exemplo o uso de próteses auditivas, amplificadores de som e outros.
Dentre as principais patologias e disfunções atendidas pela Terapia Ocupacional destacam-se:
Os Acidentes Vasculares Cerebrais, Mal de Parkinson, Doença de Alzheimer e diversos tipos de Demências, as Doenças Reumáticas e Artríticas, seqüelas decorrentes de doenças crônico-degenerativas como o Diabetes, as Neoplasias, a Hanseníase, entre outras.

A Terapia Ocupacional no tratamento do Acidente Vascular Cerebral

Dentre alguns objetivos gerais, destacam-se:
- Prevenção e correção de deformidades.
- Melhoria da função sensitivo-motora.
- Melhoria da função física no hemicorpo afetado, ao máximo grau.
- Melhoria da destreza e habilidade no hemicorpo são.
- Melhoria da capacidade funcional nas atividades pessoais e da vida diária, utilizando se necessário adaptações que permitam independência.
- Estimulação da capacidade para o pensamento organizador e abstrato.
- Estimulação da capacidade para as tarefas domésticas com ou sem uso de adaptações visando uma progressiva independência.
- Estimulação das funções cognitivas afetadas.
- Melhoria da função da comunicação diante de uma possível afasia.
- Desenvolvimento de aptidões vocacionais e/ou profissionais através da simulação do trabalho.
- Auxílio no planejamento das atividades domésticas e comunitárias.
- Auxílio na adaptação psico-emocional frente às limitações.

A Terapia Ocupacional no tratamento do Mal de Parkinson

Dentre os objetivos buscados pela Terapia Ocupacional neste tratamento destacam-se:
- Estimular as motivações
- Melhorar ao máximo a capacidade física, a mobilidade geral e atividade voluntária das mãos.
- Favorecer uma dicção clara
- Avaliar as possibilidades da volta ao trabalho
- Contribuir aos planos de apoio continuado do paciente e sua família satisfazendo a necessidade de estímulo para manter o paciente em seu melhor nível de rendimento físico e intelectual.

Atendimento Domiciliar

Dentre as formas de atenção, o atendimento domiciliar, é aquele que proporciona ao Terapeuta Ocupacional, um maior contato com a família do idoso, facilitando a aproximação da terapia com a realidade do paciente, e colaborando na promoção e manutenção de laços afetivos entre idosos e familiares, garantindo portanto o apoio destes, e proporcionando esclarecimentos acerca das maneiras de lidar com os idosos com limitações, ou seja uma ação educativa com a família.
A compreensão dos tipos de relacionamentos estabelecidos com os idosos, proporciona ao terapeuta uma idéia de qual espaço o paciente ocupava no lar, e saber quais pessoas de sua convivência podem colaborar diretamente com a terapia.
As situações cotidianas estão incluídas num processo terapêutico mais próximo da realidade do idoso, pois abrangem algumas de suas necessidades mais primárias ( atividades da vida diária ) e outras mais secundárias.
A adequação de atividades diversas e da estrutura física domiciliar, quando necessárias, devem levar em conta os aspectos culturais particulares do idoso e sua família. Um capítulo a parte pode ser destinado a este conteúdo, disciplinas como a Ergonomia, o Desenho Industrial e a Arquitetura, compartilham deste conhecimento e propósito. A Terapia Ocupacional muito pode fazer no sentido de adequar o domicílio, ou o lugar onde o idoso reside, principalmente se este idoso faz uso de adaptações ou recursos de tecnologia assistiva. No caso dos idosos, o ambiente físico pode ser um fator de risco para várias desordens de saúde se não estiver bem adaptado às suas dificuldades e necessidades. Dentre elas destacam-se as quedas e outros acidentes semelhantes. Uma questão também pertinente é a da independência nas atividades da vida diária. Um planejamento físico adequado pode proporcionar ao idoso com deficiências ou dificuldades uma maior autonomia e segurança dentro do lar.

Objetivos do atendimento domiciliar em Terapia Ocupacional

- Conscientização e orientação familiar quanto às necessidades do idoso;
- Adaptação física, psico-emocional e social do idoso ao seu meio, e em relação à sua atual condição;
- Valorização dos aspectos culturais (hábitos e tradições), na busca de soluções de problemas;
- Organização da rotina, busca de novos interesses e potenciais.
- Proporcionar subsídios para o idoso prover o seu auto-cuidado.

Fonte: http://www.portaldoenvelhecimento.org.br/acervo/artieop/Geral/artigo181.htm
Data: 25/03/2013



Dra. Taína Mota Mesquita - Terapeuta Ocupacional. Esp. Terapia da Mão