quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

TENDÕES FLEXORES

Tendões Flexores

Os músculos que dobram ou fletem os dedos são chamados tendões flexores. Essa ação de flexão dos dedos é realizada por extensões dos músculos (como cabos de marionetes) chamados de tendões, que conectam os músculos ao osso. Esses músculos originam-se nas regiões do cotovelo e do antebraço, transformam-se em tendões no meio do antebraço e conectam-se aos ossos nos dedos. Nos dedos os tendões passam através de anéis fibrosos chamados de polias, que guiam os tendões, mantendo-os junto aos ossos e tornando a movimentação das articulações mais efetiva.
Cortes profundos no lado palmar do punho, mão ou dedos podem lesar os tendões flexores além dos nervos e vasos sanguíneos adjacentes. A lesão pode parecer simples por fora mas na verdade é muito mais complexa por dentro. O tendão é como um elástico sob tensão. Quando há uma lesão completa, cada lado da lesão se afasta e o dedo não pode ser movimentado voluntariamente. Por outro lado, em lesões parciais do tendão, ainda é possível dobrar o dedo ainda que com dor e creptação durante a movimentação, Se não tratada esta lesão parcial pode tornar-se total.

Como lesões de tendões flexores são tratadas?

Tendões são feitos de células vivas. Se os lados do tendão cortado forem novamente coaptados, inicia-se o processo de cicatrização. Como os cotos tendinosos afastam-se após uma lesão, a cicatrização só se fará com uma cirurgia onde o tendão terá suas partes reconectadas.
Seu médico lhe orientará sobre a importância de realizar a cirurgia o mais rápido possível. Há várias maneiras de se reparar um tendão lesado e a escolha do melhor método se dará em função do tipo de lesão. Nos dedos é muito importante a preservação de algumas polias e há muito pouco espaço entre o tendão e a polia para se fazer o reparo. Nervos e vasos sanguíneos adjacentes também devem ser tratados. Depois da cirurgia a área lesada deve ser protegida de movimento para que ainda na primeira semana de pós operatório seja iniciado um programa específico de reabilitação com mobilização passiva das articulações envolvidas e mobilização ativa tão logo o Terapeuta da Mão e o Cirurgião orientem. Se houver uma mobilização ativa precoce pode ocorrer a ruptura do tendão. O processo de cicatrização dura 3 meses após a cirurgia e em muitos casos a movimentação normal não retorna. Se há dificuldades para dobrar o dedo ativamente( com a própria força muscular), isso pode significar que houve nova rotura do tendão ou que este está aderido às estruturas vizinhas já que o processo de cicatrização envolve não só os tendões mas também os tecidos adjacentes e isso pode prejudicar o deslizamento do tendão e conseqüentemente a flexão do dedo. Muitas vezes a Terapia da Mão pode resolver este problema mas quando isso não for possível , uma cirurgia para liberar o tecido cicatricial ao redor do tendão pode estar indicada.